Quais as consequências da negativação para o mercado de consumo?

Quais as consequências da negativação para o mercado de consumo?

A negativação, ou popular “nome sujo”, que acontece quando pessoas ou empresas são inseridas em órgãos de proteção ao crédito por não pagamento de dívidas, traz prejuízos gerais, tanto para o inadimplente, quanto para o mercado.

Uma vez que a negativação dificulta ou até impede que o cliente mantenha o consumo de bens e serviços, toda a roda sofre o impacto, com cada vez menos investimento, dinheiro e crédito circulando no mercado.

As penalidades são tantas, que consumidores e empresas devem fazer o máximo esforço para que as dívidas tenham negociação possível e amigável, evitando problemas maiores advindos do não pagamento.

Em tempos de crise, atrasar ou deixar de pagar uma conta tem sido algo comum em lares e empresas. Além dos imprevistos que todos podem sofrer, a pandemia trouxe queda de renda e faturamento de maneira abrupta e que tem permanecido por longo período.

Nesse contexto, tornou-se mais difícil manter as despesas em dia e o “nome sujo” passou a assombrar muitos brasileiros. 

Em primeiro lugar, o termo “nome sujo” é antigo e pejorativo e devemos evitar usá-lo para minimizar os impactos emocionais que já sofre o inadimplente. É importante considerar que imprevistos acontecem e que não devemos nos envergonhar. O importante é superar e buscar soluções para o problema.

Uma pessoa ou empresa é negativada quando adquire um produto ou serviço, não paga por ele e tem seu nome inserido nas listas de órgãos de proteção ao crédito como Serasa, SPC Brasil ou Boa Vista SCPC, entre outros.

Tal ação não costuma ocorrer do dia para a noite. Hoje, embora a lei não determine um prazo mínimo para a negativação, empresas têm esperado em torno de 30 dias sem possibilidades de negociação para tentar preservar ao máximo o bom relacionamento com o cliente.

Técnicas de recuperação de crédito preventivas têm crescido no mercado, reduzindo as chances de consequências críticas no futuro. Empresas, em suas políticas de crédito, fazem uso de “lembretes” pré-vencimento, abordando amistosamente o cliente para reforçar a data acordada.

Se mesmo assim o pagamento não é realizado, os primeiros contatos são para tentativas amigáveis de negociação, onde são buscadas soluções que atendam às necessidades de ambas as partes.

Nos casos em que não é possível o acordo, ou que o mesmo não é cumprido, o inadimplente é negativado. Uma notificação deve ocorrer com 10 dias de antecedência e a pessoa ou empresa tem esse prazo para quitar a dívida e evitar a inserção do seu nome.

E quais as consequências disso? Uma empresa ou pessoa física negativada, além da dívida que continua ativa, carrega sanções relativas ao mercado de crédito. Veja algumas delas:

Score prejudicado

Os órgãos de proteção ao crédito oferecem um ranking de pontuação que indica o nível de confiança do cliente, indo do mais baixo para os maus pagadores, aos mais altos para os de maior confiabilidade. São muitos os fatores que determinam a pontuação, sendo o pagamento em atraso e negativação os principais. O score é um indicador que empresas usam na decisão de conceder crédito, ou não, aos clientes.

Dificuldade ou impedimento para obtenção de novos créditos, empréstimos ou financiamentos

As chances de veto de tentativas nesse sentido são extremamente altas para clientes negativados. Quando o score de confiabilidade é baixo, empresas não se arriscam, especialmente em valores mais altos. Uma exceção são os créditos consignados que têm desconto direto na folha de pagamento.

Interrupção de negócios em andamento ou impossibilidade de adquirir novas oportunidades

A informação de que uma empresa está negativada pode assustar e afastar parceiros de negócios.

Impedimentos bancários e financeiros

A negativação impossibilita e/ou atrapalha a abertura de contas ou aquisição de cartões de crédito, entre outros serviços bancários. E se você já tem o serviço, pode ter seus limites restringidos.

Dificuldade em abrir crediário, mesmo no varejo

Lojas também consultam dados de negativação antes de conceder crédito.

Dificuldade em alugar imóvel

Assim como lojistas, proprietários de imóveis também realizam consultas para determinar se o inquilino pode se tornar um problema pela inadimplência.

Processos judiciais

Além da dívida e negativação, o inadimplente também pode ter que arcar com custos de advogados em processos judiciais, cujas consequências podem ser bem mais sérias.

Impactos emocionais e sociais

Principalmente no caso de pessoas físicas, a negativação acaba trazendo mais um problema para a situação financeira que já está instável, com consequências negativas no desempenho do trabalho e rotinas, insônia, ansiedade, depressão, entre outras enfermidades.

Por outro lado, existem mitos sobre a negativação. Caracteriza discriminação e é proibido por lei a não contratação ou participação em concursos públicos por esse motivo, exceto para cargos no setor bancário e financeiro. Também não é vedada a emissão de passaporte ou visto.

Existe também o mito de que as dívidas “caducam” após 5 anos. Na verdade, o que ocorre é que a negativação só pode ficar ativa por esse período e os nomes são retirados do sistema e limpos após isso. Depois, a dívida permanece e será tratada de acordo com a política de cada credor.

Muitas vezes é a ausência de planejamento que traz a inadimplência e suas consequências. Em qualquer tempo, especialmente na crise, análises criteriosas precisam ser feitas para estabelecer as verdadeiras prioridades de consumo.

Evitar a negativação é importante para clientes e credores e cabe aos dois buscarem sempre soluções que minimizem esses riscos.

Empresas podem buscar o auxílio de parceiros como a HoldBrasil, cujo trabalho em recuperação de crédito é todo focado na preservação de bons relacionamentos com clientes, oferecendo, portanto, soluções inovadoras e humanizadas, através de tecnologia e ampla experiência profissional.

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