Resultados da pesquisa Serasa 2021 sobre o perfil do brasileiro endividado

Resultados da pesquisa Serasa 2021 sobre o perfil do brasileiro endividado

 

Saiu neste mês de dezembro a pesquisa Serasa 2021 sobre o perfil do brasileiro endividado. O estudo, realizado pela empresa em parceria com a Opinion Box, analisou o endividamento nos últimos 12 meses e considerou os impactos gerados na vida financeira do consumidor durante a pandemia de Covid-19. Veja os principais resultados:

Sobre o impacto da pandemia

Para a pergunta, “o quanto você acredita que a pandemia impactou sua condição financeira?”, 64% responderam que impactou totalmente.

Segundo a pesquisa, o impacto foi ainda maior entre as mulheres (70%), jovens de até 30 anos (67%) e nas regiões Norte e Nordeste (68%). Somente 9% disseram que a pandemia não impactou ou impactou pouco.

Ainda sobre a pandemia, 34% dos entrevistados disseram que já tinham dificuldades para pagar todas as contas antes, sobretudo mulheres e pessoas com 50 anos ou mais. Além disso, cerca de 16% das pessoas passaram a ser responsáveis pelas contas da casa, principalmente as mulheres. Jovens de até 30 anos são os que mais acreditam que terão dificuldades em manter o pagamento de todas as contas após a crise.

Auxílio emergencial

Foram 41% dos endividados entrevistados que confirmaram o recebimento do auxílio e o principal uso foi para a compra de alimentos básicos (48%), seguido pelo pagamento de contas básicas como água, luz, gás, etc. (42%) e ajuda nos custos de casa (31%). Dos entrevistados que receberam o auxílio, 15% declararam tê-lo usado para pagar dívidas ou parte delas. Mesmo com o maior índice de recebimento do auxílio emergencial, as regiões Norte e Nordeste são as mais afetadas pelos impactos financeiros da pandemia. 

Os principais motivos do endividamento

O desemprego ainda é o principal motivo de endividamento (30%), mas apresentou queda em relação aos dois anos anteriores, que foi de 40%. O endividamento por conta de desemprego afeta mais mulheres (34%) e jovens até 30 anos (40%).

Já a opção “outros motivos” teve aumento significativo. Dentre as outras razões, o destaque vai para “cobrança indevida” e “fraude e/ou golpe”. 

Principais tipos de dívida

53% dos endividados estão em atraso com o cartão de crédito e 28% deles consideram essa dívida a mais importante. As dívidas com lojas estão em segundo lugar com 34%, seguido por contas básicas com 32% e telefonia com 26%. Empréstimos e cheque especial/limite da conta aparecem com 26% e 19% respectivamente.

Segundo os entrevistados, o cartão de crédito foi utilizado para pagar as compras de alimentos e supermercado (69%), seguido por compra de produtos (42%), remédios/tratamentos médicos (41%) e transporte/combustível (25%). Esses números apontam como o endividamento está bastante atrelado às necessidades do dia a dia.

Pagamento de dívidas

24% dos endividados conseguiram quitar a sua principal dívida, sendo que os homens quitaram mais dívidas (27%) em comparação às mulheres (20%) e que o Norte superou as demais regiões com índice de 26%.

70% das pessoas tiveram que optar entre uma dívida ou outra para pagar, característica mais comum entre as mulheres, pessoas com mais de 50 anos e pessoas da região Sudeste.

Impactos emocionais e financeiros da dívida

A HoldBrasil sempre destaca em seus artigos como, principalmente, em tempos de crise, nem todo inadimplente é um mau pagador. A pesquisa Serasa também apontou aspectos emocionais do endividamento, mostrando como ele tem afetado negativamente as pessoas. 

Foi possível ver que grande parte dos endividados sentiu vergonha por ter uma dívida atrasada (88%), teve insônia e dificuldade para dormir por estar preocupado (85%) e acredita que as dívidas afetaram sua vida social (84%).

Ainda, o número é expressivo entre os que disseram ter tido pensamentos negativos decorrentes da situação financeira, problemas de concentração no trabalho e para realizar tarefas diárias por conta das dívidas e que elas impactaram no relacionamento com familiares, amigos e parceiros(as).

A pesquisa aponta que o perfil do endividado mudou devido à pandemia. Trata-se de pessoas principalmente impactadas pelo desemprego, que têm precisado recorrer ao crédito para as despesas essenciais do dia a dia.

É um momento extremamente importante e delicado para a qualidade das relações entre empresas e clientes, e a escolha de parceiros com uma visão mais humanizada sobre o mercado de crédito pode fazer a diferença no futuro do negócio.

A humanização traz mais acolhimento à situação emocional do indivíduo, trazendo-o para uma situação de mais conforto e segurança na negociação da dívida, além de ser a responsável pela personalização de soluções que atendam efetivamente às necessidades de credor e endividado.

A HoldBrasil tem mais de uma década de expertise e desde sempre acredita nesse modelo mais respeitoso, produtivo e assertivo de oferecer soluções de recuperação de crédito. Conheça mais sobre o nosso trabalho 

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